terça-feira, 26 de março de 2013

Preço do ovo de Páscoa sobe 19,78% em dois anos, diz FGV


 De março de 2011 a fevereiro de 2013, o preço dos ovos de Páscoa subiu, em média, 19,78%, índice que representa 7,78 pontos percentuais acima da inflação do mesmo período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A informação foi dada à Agência Brasil pelo economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, André Braz. Segundo ele, em relação à Pascoa passada, a alta foi 6,42%, um alta de 0,38 ponto percentual acima da inflação dos últimos doze meses, que foi 6,04%.
Para André Braz, a alta do ovo de Páscoa não foi maior em relação ao ano passado porque os preços de alguns insumos básicos utilizados na fabricação do produto tiveram quedas significativas, como o preço do cacau, que caiu 12% nos  últimos doze meses, e do açúcar, que teve queda de 11% no mesmo período.
Entre as sete capitais pesquisadas, o maior aumento médio do ovo de Páscoa, segundo a FGV, foi em Porto Alegre (8,35%); seguido por São Paulo, que teve alta de 8,15%. Belo Horizonte teve o menor índice de reajuste, 4,03%. No Rio de Janeiro, o preço médio do produto aumentou 6,06%, quando comparado com a variação registrada em 2012.
Braz diz que, apesar dos aumentos às vésperas da Páscoa, é praticamente impossível evitar comprar ovos de chocolate. “O produto é utilizado muito mais para satisfazer o apelo emocional, principalmente das crianças, que são educadas a partir da representação do simbolismo da Páscoa. Ela é educada, principalmente no caso de ser católica, para esperar pelo ovo”.
Decorre desse apelo emocional, do simbolismo e do fato de a estrutura de negócios - aí incluído embalagem e formato – a enorme diferença entre o preço do chocolate convencional, principalmente em barra, e o do ovo de Páscoa.
“É por isto que eu não tenho dúvidas em afirmar: não é um bom negócio para o consumidor comprar ovo de Páscoa. Se for para presentear um amigo, uma namorada, o melhor mesmo é dar uma caixa de bombons ou ainda uma barra de chocolate convencional – porque paga-se muito mais pela grama do chocolate adquirindo um ovo do que uma caixa de bombons”, diz. “Se tal gasto é inevitável nesta época do ano, é preciso controlar o impulso consumista e abusar da pesquisa de preços para economizar e presentear parentes e amigos”.
Para Braz, a maioria dos consumidores aguarda até a véspera da Páscoa no intuito de aproveitar as promoções de última hora. Segundo ele, o consumidor deve fazer suas compras com atenção, pois é maior a probabilidade de sobrar apenas os produtos mais caros ou levemente danificados. “Vale pesquisar e comprar um pouco antes da Páscoa para ganhar na qualidade e no preço”, diz.
fonte: Agência Brasil

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Governo prorrogará Bolsa Estiagem e Garantia-Safra até julho


A presidenta Dilma Rousseff informou ontem (25) que se reunirá no dia 2 de abril com todos os governadores do Semiárido atingido pela seca, para discutir propostas e ações destinadas a reduzir as consequências da estiagem, que afeta principalmente a Região Nordeste.
O governo federal anunciará a prorrogação até julho do Bolsa Estiagem e o Garantia-Safra. Mas, segundo a presidenta, poderá haver novas prorrogações porque os benefícios serão pagos enquanto durar a seca. A Bolsa Estiagem assiste agricultores familiares com renda até dois salários mínimos em municípios em situação de emergência ou calamidade pública. O Garantia-Safra ajuda os agricultores cuja produção foi prejudicada pela seca.
Além dos nove governadores nordestinos, foram convocados para a reunião, que será realizada em Fortaleza, no Ceará, os governadores de Minas Gerais e do Espírito Santo, estados que são beneficiados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Dilma Rousseff garantiu que o governo ampliará as ações em andamento, como o trabalho do Exército na operação carro-pipa de abastecimento e a venda de milho aos pequenos produtores a preços mais baixos que os de mercado, mas ressaltou que é preciso discutir o futuro pós-seca.
“Eu acredito que temos que avançar e assegurar que os mecanismos de combate à seca sejam permanentes. Não é, de jeito nenhum, que vamos ficar com a mesma história todo o tempo, mas na hora que acabar a seca e vier a chuva, nós vamos ter de criar mecanismos que durem e assegurem que as pessoas não sejam atingidas”, disse a presidenta durante inauguração da primeira etapa do Sistema Adutor Pajeú, no município de Serra Talhada, em Pernambuco.
A presidenta Dilma voltou a afirmar que o governo federal terá um programa de recomposição do rebanho morto em decorrência da maior seca da região nos últimos 50 anos, mas ressaltou que precisam ser tomadas ações para que as perdas de animais não voltem a acontecer com tanta intensidade. “Vamos ter que tratar de uma questão que é o estoque da alimentação dos rebanhos, como garantirmos que haja permanentemente um estoque de segurança de garantia dos rebanhos aqui na região”.
Durante a inauguração da adutora que capta água do rio São Francisco, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que o governos federal e os dos estados precisam “construir a saída desta seca” e garantir a segurança hídrica da população.
“Nessa seca não se vê o drama social da fome, da morte das crianças, não se vê o desespero por comida das pessoas, mas estamos assistindo algo que não conseguimos proteger ainda, que é a economia. Protegemos as pessoas, que é o fundamental, e vamos aprender neste momento, a fazer a um só tempo, a proteção das pessoas e a proteção da economia, e vai ser exatamente nesta reunião [do dia 2 de abril]”, disse o governador.
Segundo Eduardo Campos, a reunião focará não mais na emergência, mas na articulação de ações que estão sendo feitas. “Precisamos, olhando para o futuro, buscar na nossa experiência de vida e de formação política os pontos que devem nos unir para sair deste momento duro, para deixar nosso povo independente”, disse o governador, lembrando que, por muitos anos, a água foi usada por políticos como moeda de troca por votos na região.
fonte: Agência Brasil

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Pedro Fernandes e Aldo Gondim são eleitos para comandar a Uern pelos próximos quatro anos


Após um mês de uma intensa campanha eleitoral, iniciada no dia 20 de fevereiro e encerrada no último dia 19, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), através de um processo democrático, escolheu seus novos gestores: Pedro Fernandes e Aldo Gondim foram eleitos na quarta-feira, 20, para os cargos de reitor e vice-reitor da instituição de ensino, respectivamente.
A apuração das urnas do processo sucessório foi concluída à 0h57 pela Comissão Eleitoral. Com 51% dos votos válidos, Pedro Fernandes foi eleito, seguido pelos candidatos Gilton Sampaio, que obteve 33% dos votos e Ana Dantas, 16%. Na disputa para o cargo de vice-reitor, Aldo Gondim obteve 45% dos votos válidos, Lúcio Ney ficou com 29,5%, Gláucia Russo com 20,02% e Carlos Nascimento com 5,3%.
A eleição contabilizou 6.693 votantes de um total de 12.881 aptos a votar, o que equivale a 51,96% dos votos válidos. O índice de abstenção foi de 48,04%. Por volta da meia-noite, com a apuração da Urna 1 - que tinha o maior peso eleitoral, totalizando os votos de 470 docentes do Campus Central - o presidente da Comissão Eleitoral, professor Armando Lúcio Ribeiro, confirmou que o resultado já era irreversível.
Segundo Pedro Fernandes, o resultado da eleição é reflexo de uma campanha propositiva, em que as dificuldades da Uern foram assumidas, mas também foram apresentadas soluções para os problemas que a instituição enfrenta. "Fizemos uma campanha limpa, e ficamos felizes que as pessoas tenham entendido isso. Queremos agradecer a toda a comunidade da Uern, sociedade mossoroense, e pedimos para que essa parceria continue", afirma.
Para o reitor eleito, o momento agora é de iniciar os trabalhos, visitando novamente todos os lugares por onde passou durante a campanha eleitoral. "Vamos retornar a todos os locais que visitamos, conversar com todos os segmentos, e mapear as demandas da comunidade acadêmica", destaca o professor.
Companheiro de chapa de Pedro Fernandes e eleito vice-reitor, o professor Aldo Gondim também destaca a forma como a campanha foi conduzida. "Fizemos uma campanha honesta, em cima de propostas, respeitando os nossos concorrentes, o que culminou com essa votação expressiva. A partir de agora vamos continuar avançando no que está bom para a Uern, e atuar com mais força naqueles setores que enfrentam dificuldades", pontua.
A Comissão Eleitoral apresentará o resultado da eleição ao Conselho Universitário (Consuni) no dia 5 de abril. Em seguida, a lista tríplice, contendo os nomes de Pedro Fernandes, Gilton Sampaio e Ana Dantas, será entregue à governadora Rosalba Ciarlini no dia 17 de abril, e a posse do novo reitor e vice-reitor ocorrerá em 28 de setembro, durante a tradicional Assembleia Universitária.
"Não podemos esperar até a posse, temos que trabalhar desde já, e a intenção do reitor Milton Marques é contribuir com essa transição, que se dará de forma tranquila", conclui Pedro Fernandes.
fonte: O Mossoroense

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Inep poderá zerar redações do Enem que apresentarem algum tipo de deboche


O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, defende a punição de candidatos que apresentarem alguma forma de deboche nas redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na última edição do Enem, segundo o presidente, foram contabilizadas cerca de 300 redações que continham algum tipo de inserção indevida. Para o próximo edital do exame será discutida a possibilidade de zerar essas redações.
"Vou defender junto à comissão técnica [formada por especialistas e técnicos do Inep] que, em caso de inserções indevidas seja dada a nota zero", disse o presidente. O próximo edital deve ser lançado em maio deste ano, até lá a questão será discutida em reuniões semanais. O presidente diz que mesmo que as redações com inserções indevidas representem um universo pequeno próximo ao total de 4,1 milhões de redações corrigidas na última edição do exame, merecem medidas específicas por representarem um "desrespeito ao candidato sério".
No mês passado, o estudante de Fernando Maioto publicou em sua página pessoal da rede social Facebook a versão digital da redação que escreveu no Enem. Ele incluiu, em meio aos argumentos sobre migração, o hino do Palmeiras. Ele recebeu a nota 500, metade da nota máxima. Acima da publicação, debochou: "O melhor do Enem é fazer uma redação com o hino do Palmeiras, e ainda tirar nota... UFA que eu já passei por essa fase. E desejo toda a sorte para quem está passando por ela. O Enem só me faz rir..."
O presidente do Inep diz que a comissão técnica discutirá critérios para discernir inserções inadequadas de divagações devido ao nervosismo do candidato "sério". Nesses casos, a redação não seria zerada.
Além da punição, as discussões para a elaboração do próximo edital devem levar em consideração os erros de português. Atualmente, uma redação nota 1.000, a nota máxima, deve conter "um excelente texto, mesmo que apresente alguns desvios em cada competência avaliada", informa em nota o Ministério da Educação (MEC). A tolerância, segundo a pasta, deve-se a consideração de que o participante é um egresso do Ensino Médio, "ainda em processo de letramento na transição para o nível superior".
Luiz Cláudio Costa comenta que, nesta edição "não foram redações ruins que tiraram uma nota boa, são redações em que o estudante mostra o domínio da norma culta, faz construções extremamente complexas e comete um ou dois desvios". Ele diz no entanto, que haverá um debate técnico se deve ou não haver essa tolerância. "O MEC e o Inep defendem que a norma culta é a primeira competência exigida do estudante. Mas quando o estudante mostrou o domínio e teve um erro ele deve receber a nota máxima ou não? Vamos debater isso também".
Na última edição do Enem, de acordo com o Inep, foram 2.080 redações com a nota máxima.
fonte: Agência Brasil

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Mantega defende reforma tributária para aumentar competitividade e manter economia em crescimento


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu ontem (21) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) a manutenção das desonerações e a reforma dos principais tributos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de PIS/Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), para aumentar a competitividade e manter a economia em crescimento. A sessão foi convocada para debater as mudanças no ICMS em uma tentativa de acabar com a guerra fiscal. “Temos tributos arcaicos que já cumpriram o seu papel. Eram adequados para o passado, mas não são mais”, disse Mantega.
Mantega disse que mudanças no ICMS devem abrir portas para que os estados tenham mais arrecadação e modernizem suas economias. “A União não irá ganhar nada. Pelo contrário. Nós iremos entrar com os recursos [por meio de fundos para estudar os estados mais afetados com a reforma]. Mas nós teremos a recompensa com mais crescimento e mais arrecadação [no futuro].”
Antes, o ministro fez uma análise da atual situação da economia brasileira e mundial para defender as mudanças que incluem a reforma nos impostos. O ministro destacou ainda o fraco desempenho do comércio internacional que, segundo ele, termina “irradiando” os efeitos negativos por toda a economia. Para o ministro, 2013 poderá ser um ano melhor para o Brasil com os sinais positivos vindos dos Estados Unidos e a melhora da situação da União Europeia.
“Em 2013, esperamos um quadro um pouco melhor. As medidas adotadas pelo governo tem surtido efeito. A economia está caminhando ainda melhor no primeiro trimestre [deste ano] do que no quarto trimestre de 2012. Estamos em uma trajetória de gradual crescimento ante a crise que ainda não foi debelada. Mas essa crise exige uma série de medidas”, destacou para justificar as mudanças que incluem a reforma do ICMS.
A votação do projeto de resolução do Senado que unifica as alíquotas do ICMS entre os estados ficou para abril, pois existem pontos que precisam ser negociados com os governadores. Até o início desta semana, a votação estava prevista para a próxima terça-feira (26) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).
Com a alteração da data de votação, a expectativa é que o projeto vá a plenário até maio já que a resolução precisar ser aprovada antes de junho, quando termina o prazo de vigência da Medida Provisória 599, que dispõe sobre a prestação de auxílio financeiro pela União aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, com o objetivo de compensar perdas de arrecadação decorrentes da redução das alíquotas.
Entre os pontos a serem negociados está o montante de recursos para o fundo que compensará as perdas. Na proposta do Ministério da Fazenda estão estimados R$ 8 bilhões por ano, mas parte dos governadores querem até R$ 15 bilhões ao ano. Outro fundo é o de desenvolvimento regional (R$ 296 bilhões) para ajudar as regiões mais pobres até 2033.
Na estrutura atual, as alíquotas variam de 7% a 12%, mas, com a proposta, seriam reduzidas a 4% a partir do ano que vem e até 2016 nos estados do Sudeste e Sul. No caso das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a redução seria feita em 12 anos. A exceção ficaria com a Zona Franca de Manaus e para o gás natural da Bolívia transportado por Mato Grosso do Sul, cujo ICMS interestadual continuará em 12%. O assunto é polêmico entre os governadores e seus representantes no Congresso Nacional.
O ICMS interestadual é cobrado quando uma mercadoria passa de um estado para outro. O imposto é arrecadado pelo estado produtor, que fica com 12% ou 7% do valor do item, e pelo estado consumidor, que arrecada o que faltar da alíquota total do ICMS.
O governo federal tenta unificar as alíquotas alegando que isso poria fim à guerra fiscal, que é a prática dos estados de oferecer descontos ou financiar o ICMS interestadual para atrair, por exemplo, indústrias para os seus territórios. Na avaliação da equipe econômica, a unificação do imposto interestadual em 4% até 2025 acabaria com o problema. Em troca, os estados produtores teriam as perdas compensadas por um fundo de compensação automática e por um fundo de financiamento de projetos de infraestrutura até 2028.
fonte: Agência Brasil

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Mossoró fica em último lugar no ranking de geração de emprego no Estado


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de fevereiro 2013. Mossoró aparece em último lugar na lista do Estado com os treze municípios acima de 30 mil habitantes. No mês passado, foram admitidas 2.103 pessoas, enquanto que 2.696 foram desligadas. Dessa forma, o município perdeu 593 postos de trabalho.
No acumulado deste ano, Mossoró perdeu 1.054 postos de trabalho. A área responsável pelo número elevado de dispensa é a agropecuária, com o saldo negativo de 784. Outra área que também demitiu mais do que contratou é a construção civil, com 212 vagas perdidas. A extração mineral também perdeu a mesma quantidade de postos de trabalho que a construção civil.
As únicas áreas que registram um saldo positivo no acumulado dos meses de janeiro e fevereiro deste ano, são: Indústria de Transferência (53), Serviços Industriais de Utilidade Pública (4) e Serviços (146).
Na análise dos últimos dez anos da pesquisa Caged/MTE, os números deste ano só são piores do que os de 2008, quando o município perdeu 1.598 postos de trabalho. Na mesma análise da pesquisa, o número de demissões foi superior do que de admissões somente no ano de 2010, quando houve um saldo positivo de 312 novos empregos em Mossoró.
Nos anos anteriores, o setor de agropecuária também foi o responsável pelos números negativos. Em 2012, a área perdeu 877 postos de trabalho, quando o acumulado do município registrava um saldo negativo de 334. Já em 2010, o setor registrou um saldo negativo de 766 empregos, quando o acumulado de Mossoró era de - 490.
O primeiro lugar do ranking estadual ficou com o município de Parnamirim, com 1.345 admissões e 1.064 desligamentos, tendo um saldo de 281. Os municípios de Caicó (126), Macaíba (30), São Gonçalo do Amarante (18) e Nova Cruz (13) completam o ranking dos cinco primeiros colocados na geração de emprego no Estado. Natal ficou com a 12ª posição, à frente somente de Mossoró, com um saldo negativo de 215.
Brasil gera mais de 120 mil postos de trabalho em fevereiro de 2013
Em todo o Brasil, no mês de fevereiro foram gerados mais de 1,7 milhão de empregos, enquanto que 1,6 milhão foram demitidos. O saldo do mês foi a abertura de mais de 120 mil postos de trabalho. Os dados indicam uma expansão de 0,31% no número de assalariados.
O número é inferior ao apresentado em anos anteriores e, na análise dos últimos dez anos, só ultrapassa o saldo dos anos de 2003 (84.029), 2005 (73.285) e 2009 (9.179). No ano passado, nesse mesmo período, haviam criado mais de 150 mil novos empregos.
O setor que mais gerou empregos no mês de fevereiro foi o de Serviços, com um balanço positivo de mais de 80 mil novos postos de trabalho. Em segundo lugar aparece o setor de Indústria de Transformação, com um balanço de mais de 30 mil novos empregos.
fonte: O Mossoroense

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Demissões em empresas públicas têm que ser motivadas, decide STF


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (20) que as demissões de funcionários dos Correios precisam ter motivo justo, mesmo que a contratação deles não garanta a estabilidade de que desfrutam outras categorias de servidores públicos. A Corte confirmou orientação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em vigor desde 2007.
Ao apresentar voto-vista, o presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, alertou que a decisão de hoje deve ser aplicada a outras empresas públicas. “Como tem repercussão geral, [a decisão tomada] deve afetar todas as empresas de economia mista, e não apenas esse recurso", disse.
O julgamento começou em fevereiro de 2010, quando o relator, ministro Ricardo Lewandowski, e o então ministro Eros Grau, atualmente aposentado, rejeitaram os argumentos dos Correios. A empresa alegava que a orientação confronta a regra do direito trabalhista que dá liberdade para empregadores e empregados pactuarem livremente entre si.
Os ministros entenderam, no entanto, que embora seja uma empresa de direito privado, os Correios prestam atividade pública e desfrutam de vantagens como imunidade tributária, impenhorabilidade de bens e pagamento de dívidas trabalhistas por precatório.
De acordo com o vice-presidente Jurídico dos Correios, Cleucio Santos Nunes, a decisão de hoje não obriga a abertura de processo administrativo para a demissão, apenas a justificativa, como ocorre no caso de servidores públicos. Ele também informou que a empresa segue a regra da justificativa desde 2007, quando houve a orientação do TST.
fonte: Agência Brasil

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Doenças associadas à obesidade custam quase meio bilhão de reais por ano ao SUS


As doenças relacionadas à obesidade custam R$ 488 milhões todos os anos aos cofres públicos, informou ontem (19) o Ministério da Saúde. Dados divulgados pela pasta indicam que 25% desse valor destinam-se a pacientes com obesidade mórbida, que, segundo o ministro Alexandre Padilha, custam cerca de 60 vezes mais do que uma pessoa obesa sem gravidade.
A pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que apontou esses valores considerou dados de internação e de atendimento de média e alta complexidades relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas, como alguns tipos de câncer, isquemias cardíacas e diabetes.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), feita em 2011 pelo Ministério da Saúde, revelou que a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8% entre 2006 e 2011.
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2009 apontou que 21,7% dos brasileiros que têm entre 10 e 19 anos apresentam excesso de peso; em 1970 esse índice era 3,7%. Segundo os dados, 1,14% das mulheres e 0,44% dos homens apresentam obesidade grave, o que representa 0,8% da população.
Ao todo, há 14,8 milhões de brasileiros obesos. O número equivale à quase metade dos obesos dos Estados Unidos. De acordo com Padilha, considerando as pessoas com até oito anos de estudo, o número de obesos é o dobro do verificado entre a população que frequentou a escola por mais tempo. Ele também ressaltou que a maior parte dos obesos está na população mais pobre.
fonte: Agência Brasil

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Senado aprova PEC das Domésticas em primeiro turno


O plenário do Senado aprovou ontem (19), por unanimidade em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia os direitos trabalhistas dos empregados domésticos, conhecida como PEC das Domésticas. Foram 70 votos favoráveis e nenhum contrário. Foi aprovada apenas uma emenda de redação, de modo que a matéria conserva o texto enviado pela Câmara dos Deputados.
O texto estende aos empregados domésticos 16 direitos assegurados hoje aos demais trabalhadores urbanos e rurais regidos pela Consolidação das  Leis do Trabalho (CLT), incluindo obrigatoriedade de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), hora extra e adicional noturno. Além disso, passa a ser obrigatório o aviso prévio de 30 dias antes de demissão sem justa causa ou de pedido de demissão por parte do trabalhador. A categoria reúne 6,6 milhões de brasileiros, sendo a maioria formada por mulheres (6,2 milhões).
Por acordo entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os demais senadores foram quebrados os interstícios necessários para a votação em primeiro turno. A votação em segundo turno foi marcada para a próxima semana, na terça-feira (26). Se o texto da Câmara for mantido também na próxima votação, a matéria seguirá para promulgação.
fonte: Agência Brasil

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terça-feira, 19 de março de 2013

Novo ministro da Agricultura vai investir no produtor de leite


O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, disse ontem (18) que é possível expandir a produção agropecuária brasileira de maneira sustentável.
“[O Brasil] é um dos poucos países onde dá para expandir a área plantada e a produção de forma sustentável. Conto com o apoio atuante do cooperativismo, da pesquisa e de toda a equipe de gestores e técnicos do Ministério da Agricultura [para conseguir]”, afirmou. Ele recebeu o cargo do ex-ministro Mendes Ribeiro Filho.
O peemedebista foi prefeito de Vazante (MG), deputado estadual três vezes e está no segundo mandato de deputado federal. Ao falar de políticas do ministério sob sua gestão, Antônio Andrade deu destaque à cadeia produtiva do leite na qual atua como produtor. "Uma das preocupações do ministério será investir no pequeno produtor de leite. É uma forma de fixar o homem no campo. O homem no campo custa muito menos para o poder público do que o homem da cidade”, disse.
O antecessor Mendes Ribeiro Filho destacou que continuará defendendo o setor agropecuário na Câmara dos Deputados, onde reassume mandato de deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul. “Espero continuar a trabalhar pelo setor, agora como deputado”, disse Ribeiro, que chegou a ser cogitado para assumir a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), mas preferiu deixar o governo para cuidar de problemas de saúde. “Agora é contigo. Tudo que eu tinha de fazer, fiz”, disse ao novo ministro.

fonte: Agência Brasil

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Papa pede a líderes políticos que sejam responsáveis e evitem destruição e mortes


Dirigindo-se, como de costume, aos cardeais e fiéis chamando-os de “queridos irmãos e irmãs”, o papa Francisco apelou hoje (19) aos líderes políticos para que sejam responsáveis. Ele usou as expressões “por favor”  e “pedir” ao se dirigir aos líderes para que assumam o papel de “guardiões”, afastando os riscos de destruição e morte no mundo.
O apelo ocorreu na missa que marca o começo de seu pontificado. Francisco pediu ainda que todos mantenham a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. Citou várias passagens bíblicas e mencionou repetidas vezes a palavra “responsabilidade”.
“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos 'guardiões' da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse Francisco.
Pelo menos 132 países enviaram delegações. A presidenta Dilma Rousseff participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. Também estavam presentes 32 líderes de distintas religiões, segundo o Vaticano.
O papa reiterou ainda que há sentimentos, como o ódio, a inveja e o orgulho, que “sujam a vida”. “Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida. Guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem”.
Para Francisco, os líderes e os que são guiados por eles não devem temer a bondade. “Não devemos ter medo da bondade, nem mesmo da ternura”, ressaltou. “Cuidar, guardar requer bondade e requer ser praticado com ternura.”
Ao ler a passagem bíblica do Livro de Romanos, o papa mencionou a necessidade de manter a esperança viva. “São Paulo fala de Abraão, que acreditou  'com esperança, para além do que se podia esperar'”, disse ele. “Também hoje, perante tantos momentos de céu cinzento que há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos a esperança”, acrescentou.
Francisco recomendou que todos se tornem guardiões uns dos outros. Segundo ele, para por em prática o conselho é necessário assumir a sinceridade como premissa.  “É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem”, disse ele. “Sede guardiões dos dons de Deus.”
O papa ressaltou que quando o homem falha, ele abre espaço para que forças negativas dominem. Ele citou como exemplo o rei Herodes, mencionado na bíblia, como aquele que perseguiu judeus e seus filhos.
“Quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem 'Herodes', que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher”, disse Francisco.
O papa lembrou dos ensinamentos de São Francisco de Assis. “É ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente todas elas e cada uma, especialmente, as crianças, os idosos, aqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração”, destacou Francisco.
Francisco encerrou a missa com um pedido, que se transformou em sua marca. “Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: 'Rezai por mim!' Amém”.
fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 18 de março de 2013

Parceria garantirá implantação de agroindústria em Apodi


APODI - A estiagem que atinge o Rio Grande do Norte desde o ano passado, e provoca prejuízos em vários setores da economia estadual, deixou em alerta a produção agrícola voltada para a monocultura. Mas na cajucultura, um dos segmentos mais prejudicados com a seca, novas perspectivas já começam a surgir.
Para diversificar a produção, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte (Sebrae-RN) em parceria com a Fundação Banco do Brasil, implantará, no município de Apodi, uma agroindústria de processamento de polpas e frutas. Nove grupos de agricultores familiares serão beneficiados. Os recursos para a execução do projeto, na ordem de R$ 150 mil, já estão alocados.
A boa notícia, apresentada durante o Encontro do Comitê Gestor da Cajucultura, realizado nos últimos dois dias, em Apodi, deixou os produtores otimistas quanto à possibilidade de diversificar a produção, agregar valor ao produto e aumentar a renda familiar. As frutas produzidas atualmente pelos produtores familiares atendidos pelo Sebrae e Fundação Banco do Brasil são vendidas in natura.
"É com muita satisfação que recebemos esta boa nova. Os produtores terão um ganho muito grande com a venda dos produtos já com valor agregado, pois, como ainda não temos esse benefício, vendemos o que produzimos in natura, e isso diminui os nossos lucros", comemora Manoel Cristiano, presidente da Associação de Produtores.

Processamento deverá ser iniciado em cinco meses
A perspectiva é que em cinco meses, a agroindústria inicie as operações, com foco inicial na produção de polpas de frutas típicas da região, como manga, acerola, cajarana, e caju. Posteriormente também serão desenvolvidos outros métodos voltados para a agregação de valor aos produtos, a exemplo da desidratação de frutas e fabricação de doces.
"Estamos aproveitando o potencial de cada grupo para desenvolver novas possibilidades que garantam o sustento da família em todos os períodos do ano. Com o processamento de frutas da época, teremos uma alternativa viável, que permitirá, por exemplo, que durante uma estiagem severa como esta, os grupos não parem de produzir e de ter renda", avalia Franco Marinho, gestor de Cajucultura do Sebrae-RN.
A agroindústria de processamento beneficiará frutas produzidas nas nove unidades produtivas de castanha atendidas pela Fundação Banco do Brasil e Sebrae-RN. No período que antecede a instalação serão promovidas capacitações e orientação técnica e aplicadas consultorias. Uma equipe formada por sete técnicos será contratada para executar o trabalho.
"Conhecemos o potencial de cada grupo, e sabemos da capacidade produtiva. Este é um projeto que trará muitos benefícios aos grupos atendidos, por isso estamos investindo, oferecendo todos os recursos necessários para que os produtores alcancem os melhores resultados", destaca Paulo Chacon, gerente da Fundação Banco do Brasil.

fonte: O Mossoroense

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Alcoolismo atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país


Histórico de consumo abusivo de álcool, síndrome de abstinência e manutenção do uso, mesmo com problemas físicos e sociais relacionados, é o tripé que caracteriza a dependência em álcool, segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O tratamento da doença, que atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país, segundo o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, de 2005, não é fácil: dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.
"Ele precisa preencher os três critérios. Um só não basta para se considerar dependente", destaca a psiquiatra. Ela explica que o consumo contínuo e abusivo leva a uma tolerância cada vez maior do usuário à bebida. "O corpo acostuma-se com o [álcool]. Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no começo com uma lata de cerveja, precisará tomar cinco". A falta do álcool provoca uma série de sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e, em alguns pacientes, até mesmo convulsão. Esse é o quadro da síndrome de abstinência.
O terceiro critério para caracterização da dependência alcoólica está ligado aos problemas de relacionamento e de saúde provocados pelo consumo abusivo. "O indivíduo tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas, mesmo assim, bebe de novo". A professora destaca que, além da questão profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente, como problemas familiares, afetivos, econômicos, entre outros.
Em relação às outras drogas, a psiquiatra informou que o tratamento da dependência de álcool se diferencia principalmente na primeira fase, que dura em média dois meses. "Cada substância tem uma forma de atuar no cérebro, portanto, vai exigir, principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos farmacológicos para que a gente consiga promover a estabilização do paciente", explica.
De acordo com a médica, o álcool se enquadra na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes. Há também as drogas estimulantes, como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e as perturbadoras do sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.
"Na segunda e terceira fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que é quando você vai se aprofundar no diagnóstico e preparar o individuo para não ter recaída", acrescenta.
A segunda fase do tratamento, a chamada estabilização, quando se trabalha a prevenção da recaída, dura, em média, de oito a dez meses. Nessa etapa, são percebidas e tratadas as doenças correlatas adquiridas pelo consumo do álcool e, então, o paciente é preparado para readquirir o controle sobre droga. "A dependência é a doença da perda do controle sobre o consumo de determinada substância. [É feito um trabalho] para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a autonomia. Não é mais a droga que manda nele".
A psiquiatra destaca que, nesse processo, a recaída é entendida como algo normal e que não invalida o tratamento. "Ele pode ter uma recaída e não é que o tratamento não esteja no caminho certo ou que ele não queira se tratar. Faz parte da doença, é um episódio de agudização dessa doença crônica que é a dependência do álcool. Faz parte recair", esclarece.
Na terceira etapa, que dura cerca de seis meses, ocorre o "desmame da tutela do tratamento". "Ele está manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avaliações com menos frequência". Por fim, o paciente passa a ir ao médico com maiores intervalos entre as consultas. "Ele segue em tratamento como qualquer indivíduo que tem doença crônica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo médico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doenças crônicas, a gente não dá alta".
Levantamento feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do álcool prevalece entre os homens em todas as faixas etárias. Mais de 80% deles declararam fazer uso de álcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.
No que diz respeito à dependência, eles também estão na frente. O índice de dependentes do sexo masculino (19,5%) é quase três vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa etária de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores índices, com 27,4% de dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.
fonte: Agência Brasil

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Brasileiros ficaram mais de 18 horas sem energia em 2012


Os brasileiros ficaram, em média, mais de 18 horas sem energia elétrica em 2012, ou seja, quase três horas a mais do que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece como limite por ano. Além de ter ficado mais tempo no escuro, o consumidor ficou, também, mais vezes sem luz: 13,18 vezes, em média, quando o permitido seria 11,10 vezes.
Os dados são usados pela agência para programar as suas fiscalizações e não geram multas, mas existem indicadores criados pela Aneel, que fazem com que a má prestação do serviço resulte em descontos na conta de luz do consumidor. A compensação é calculada a partir de três índices: Duração de Interrupção por Unidade Consumidora (DIC), Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FIC) e Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora (Dmic), definidos para períodos mensais, trimestrais e anuais.
No ano passado, os descontos totalizaram R$ 437,8 milhões. De acordo com a assessoria da Aneel, foram pagas 98,7 milhões de compensações pelo descumprimento dos indicadores individuais. Em 2011, os consumidores brasileiros receberam R$ 397,2 milhões em compensações.
Um outro indicador, este apurado por interrupção, chamado  Dicri  (Duração da Interrupção Ocorrida em Dia Crítico por Unidade Consumidora ou Ponto de Conexão), mede a duração das interrupções em dias críticos, quando a quantidade de ocorrências emergenciais é maior, geralmente, em função de chuvas e fenômenos meteorológicos. “A Aneel criou para as concessionárias se anteciparem e se prepararem para dias críticos”, informou a Aneel, em nota enviada à Agência Brasil.
A compensação é automática e deve ser paga em até dois meses após o mês de apuração do indicador, quando ocorreu a interrupção, e as informações têm que estar na conta de energia.As concessionárias que arcaram com as maiores compensações foram a Centrais Elétricas do Pará S.A. – Celpa , que pagou R$ 67,07 milhões; a Companhia Energética de Goiás (Celg-D), com R$ 52,7 milhões, e a Light, no Rio de Janeiro, que devolveu R$ 46,5 milhões aos consumidores.
“Se a falta de energia perdurar por mais de 12 horas no dia, o consumidor de baixa tensão [residências e pequenos comércios], por exemplo, deverá receber uma compensação referente à ocorrência, independente da compensação mensal pelos outros indicadores. Para consumidores industriais, a interrupção não pode ultrapassar 16 horas”, acrescentou a assessoria do órgão regulador.
Além de ser compensado, o consumidor pode tentar o ressarcimento de perdas e prejuízos provocados pela falta de luz. A orientação da Aneel é que o consumidor registre a reclamação na concessionária em até 90 dias. “Caso não tenha resposta favorável, o consumidor deve reclamar nas agências conveniadas ou na Ouvidoria da Aneel por meio do telefone: 167. Em casos de perda de alimentos, a Aneel não tem competência para regulamentar a matéria. Nesse caso, o consumidor deve reclamar no Procon”, informou em nota.
A agência ainda garantiu que fiscaliza periodicamente as distribuidoras e transmissoras em todo o país. “Essa atividade segue um cronograma anual e na modalidade técnica-comercial avalia a manutenção dos equipamentos, a operação e o atendimento aos clientes. Em caso de ocorrências recorrentes em uma determinada área de concessão é aberta fiscalização pontual para apurar os incidentes. Durante a apuração, a empresa é notificada para fazer os esclarecimentos necessários, respeitando-se o princípio da ampla defesa”.
Quando os técnicos confirmam que os problemas são resultados de falha de planejamento, operação ou manutenção, as penalidades aplicadas pela Aneel vão de advertência à multa de até 1% do faturamento anual da empresa.
fonte: Agência Brasil

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Governo lança Plano Inova Empresa com investimentos de R$ 32,9 bilhões


O governo federal lançou ontem (14) o Plano Inova Empresa, para tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade. Os recursos, da ordem de R$ 32,9 bilhões, serão aplicados em 2013 e 2014 e beneficiarão empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços.
Do total, R$ 20,9 bilhões serão ofertados por meio de crédito para empresas, com taxas de juros subsidiadas de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. As subvenções econômicas às empresas representarão R$ 1,2 bilhão, enquanto o fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas, R$ 4,2 bilhões. O governo também vai aplicar R$ 2,2 bilhões em participação acionária em empresas de base tecnológica.
As linhas de financiamento serão executadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, apresentou o plano durante a reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o Plano Inova Empresa é um passo para a consolidação da ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante e sustentado da economia brasileira.
O governo informou que o plano também deve receber mais R$ 3,5 bilhões por meio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para atividades de pesquisa e inovação no setor de telecomunicações. Esses recursos ainda dependem do término do processo de regulação do setor, que está sob consulta pública.

O comitê gestor do plano será formado pela Casa Civil da Presidência e pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior e da Fazenda, além da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
fonte: Agência Brasil

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Rosalba evita comentar declarações de Henrique Alves, presidente da Câmara Federal


A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) disse que não viu as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), fazendo críticas ao governo e afirmando que se não houver mudanças até o fim do mês o rompimento se concretizará.
O desconhecimento foi externado ao O Jornal de Hoje, quando ela disse não ter lido nada sobre as declarações de Henrique em coletiva realizada na última segunda-feira. "O que foi que ele disse? Nem fiquei sabendo", afirmou.
A postura da governadora indica uma estratégia para evitar um confronto com o líder do PMDB. Ela tem evitado polemizar com o partido desde o final do ano passado, quando lideranças da legenda passaram a externar críticas ao governo.
Mas, na mesma manhã em que Henrique disse que se não houvesse uma mudança no governo até março poderia haver rompimento, Rosalba cancelou uma visita que faria com o presidente da Câmara ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
Na coletiva de segunda-feira, Henrique Alves disse ainda que o governo precisa de uma nova mentalidade. "Naquela reunião houve o entendimento de que era preciso a governadora abrir o seu grupo. Na nossa avaliação, o governo é muito isolado, muito distante da base. Não é um governo com base política consolidada. A governadora admitiu isso e abriu-se para um diálogo novo", frisou.
Está prevista para amanhã uma reunião com líderes do PMDB, DEM, PMN e PR na casa do senador José Agripino (DEM). Na pauta: a divisão do poder no Estado. Espera-se que a partir desse encontro saia uma reforma administrativa.

Governadora entrega títulos de terra em solenidade
O acesso formal para uso das terras por parte dos agricultores do Rio Grande do Norte e as garantias trazidas pela formalização agrária foram apresentadas ontem, na Governadoria, em solenidade de lançamento de Convênio de Regularização Fundiária, na Governadoria, Centro Administrativo. Ao todo, representantes de 13 municípios potiguares participam da solenidade, presidida pela governadora Rosalba Ciarlini, com a participação de secretários de Estado, entre eles o de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária, Rodrigo Fernandes. Também estiveram presentes à solenidade os deputados estaduais Getúlio Rêgo, José Adécio e Gilson Moura.
Os municípios beneficiados pelo cadastro são Jardim de Angicos, João Câmara, Parazinho, Pedra Grande, Poço Branco e São Miguel do Gostoso (região do Mato Grande), e Coronel João Pessoa, Doutor Severiano, Encanto, Paraná, Portalegre, Riacho de Santana e Venha Ver, no Alto Oeste do Estado. Na solenidade, também foram entregues simbolicamente o título de propriedades para 1.098 agricultores de Santana do Matos e 388 de São José do Campestre, cidades que apresentam mais de 80% do trabalho finalizado.
A governadora ressalta a importância de promover a regularização fundiária de tantos agricultores potiguares. "Temos a meta de chegar a entregar 10 mil títulos de regularização fundiária. Este ano, estaremos entregando, até julho, 3 mil e no ano passado já entregamos outros 2 mil. Cada reunião desta para mim é um dia de muita alegria porque é a certeza e que estamos dando a homens e mulheres trabalhadores a garantia de sua terra", afirmou Rosalba Ciarlini.
O trabalho consiste no levantamento dos imóveis e no georreferenciamento, com aparelhos de última geração utilizados no Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido como GPS, para conhecer, com precisão, a localização e os limites das propriedades rurais. As informações revelam a situação fundiária dos municípios pesquisados, tornando-se um importante instrumento para a elaboração, proposição e o planejamento de políticas públicas em diversos níveis e modalidades.
O secretário de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária (Seara), Rodrigo Fernandes, ressalta os benefícios aos agricultores. "Ao todo serão mais de 3 mil famílias beneficiadas nestes 13 municípios. Portanto, esta é uma ação importante porque irá abrir portas para o agricultor para que ele tenha condições de acessar o crédito, além de dar a segurança jurídica que é a escritura pública", pontua o titular da Seara.

fonte: O Mossoroense

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Brasil está entre os 15 países que mais reduziram déficit de IDH, diz Pnud


Com um crescimento de 24% no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1990, o Brasil está entre os 15 países que mais conseguiram reduzir o déficit no índice que mede o desenvolvimento humano de cada país. Os dados estão no relatório de Desenvolvimento Humano 2013, lançado ontem (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e levam em conta dados do ano de 2012.
O Brasil manteve a colocação de 2011, ficando em 85º lugar, entre os 187 países avaliados. A posição coloca o Brasil entre os países com desenvolvimento humano elevado, com IDH de 0,730. Noruega, Austrália e Estados Unidos são os primeiros colocados. Na outra ponta aparecem, a República Democrática do Congo, destruída por conflitos internos, e o Níger, como os países com menor pontuação no IDH. O ranking avalia o desenvolvimento humano dos países em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida.
O relatório destaca a ascensão dos países do Sul, com destaque para Brasil, Chile, Índia e China. De acordo com o estudo, estes países estão “remodelando a dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”.
“O relatório mostra que alguns países adotaram modelos de desenvolvimento com maior destaque para a participação do Estado e políticas de transferência de renda que tiveram um resultado histórico”, disse o representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, que considera o Brasil um dos protagonistas dessa mudança.
fonte: Agência Brasil

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Umarizal Fest confirma contratação de Tuca Fernandes


UMARIZAL - Faltando cerca de dois meses para a realização de mais um Umarizal Fest, a coordenação da micareta oestana anunciou o encaminhamento de ajuste na grade de programação. Um impasse mantido com uma das atrações ocasionou a mudança que substituirá a banda Harmonia do Samba. 
"O empresário nos vendeu a data do dia 11 de maio. Na semana passada quando entramos em contato para pagar a banda, o empresário não atendeu o telefone. Conseguimos a informação de que ele tinha definido a banda para outra cidade e que ela estaria disponível para Umarizal apenas no dia 10", destaca Ailton Farias.
Segundo a coordenação da micareta, a mudança proposta pelo empresário não foi acatada e o evento optou por contratar uma outra atração da Bahia para ocupar a data. 
"Achamos a atitude uma irresponsabilidade que não combina com o evento. A mudança quebrou nosso planejamento. Já tínhamos uma outra atração contratada para o dia 10. Resolvemos então fazer uma substituição a altura", destaca o coordenador. 
Para substituir Harmonia do Samba foi contratado o ex-líder da banda Jammil e Uma Noites, o cantor Tuca Fernandes.
Tuca, que está em carreira solo, é considerado um dos principais nomes da música baiana. Em toda a sua trajetória foram lançados 15 CDs e 3 DVDs. Instrumentista e compositor de inúmeros sucessos que marcaram a história do carnaval baiano, Tuca estreará na micareta oestana. 
O Umarizal Fest será realizado no período de 10 a 12 de maio com a presença do cantor baiano Tuca Fernandes, além de Saia Elétrica e banda Grafith.


fonte: O Mossoroense

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Primeiro sul-americano, papa Francisco já deixa sua marca


Primeiro sul-americano eleito papa, Francisco, antes cardeal Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, da Argentina, indicou que deixará sua marca no pontificado que sucede ao do papa emérito Bento XVI. Ontem (13), ele pediu o microfone para se dirigir aos fiéis da Praça de São Pedro, em duas ocasiões, e enviou mensagens. O papa agendou uma entrevista coletiva para o dia 16 e a primeira missa para terça-feira (19).
O papa Francisco assume o pontificado sob uma série de expectativas e em um momento delicado da  Igreja Católica Apostólica Romana. Padres e bispos da Igreja são acusados de abusos sexuais, há suspeitas sobre desvios de recursos no Banco do Vaticano e Bento XVI deixou o pontificado sinalizando que havia divergências internas.
Ao mencionar Bento XVI, em sua primeira aparição pública, o papa Francisco indicou que poderá atender a alguns dos apelos de seu antecessor, como, por exemplo, promover as mudanças iniciadas por ele na tentativa de sanar as suspeitas e divisões existentes na Igreja.
Ao pedir o microfone duas vezes ontem, o papa sinalizou que buscará manter a comunicação e o diálogo. Inicialmente, fez a saudação esperada, em italiano: “Boa Noite”. Em seguida, ao ver retirado o microfone, o papa Francisco o pediu de volta e transmitiu sua mensagem. Para ele, a Igreja deve buscar o caminho do amor, da fraternidade e da irmandade.
O papa pediu aos fiéis que rezem por ele, mas rezou, junto com a multidão que aguardava o anúncio na Praça de São Pedro, um Pai-Nosso e uma Ave Maria. Também elogiou o antecessor Bento XVI.
A eleição do argentino foi uma surpresa. A imprensa italiana, que mantém em sua equipe os chamados vaticanistas (especialistas em Vaticano), não mencionou o nome do cardeal Bergoglio. Para os fiéis que acompanhavam o anúncio do nome do sucessor de Bento XVI também houve surpresa.
“Não esperava por um nome da Argentina. Mas gostei dele, me pareceu bem humano”, disse o taxista Stefano Vicchi. Os argentinos, alguns com a bandeira do país, comemoravam e davam entrevistas elogiando a escolha do papa.
Descendente de imigrantes italianos, o papa Francisco é apontado pelas emissoras de rádio e televisão da Itália como alguém próximo ao país. Os veículos ressaltam como seu italiano é perfeito e claro.
fonte: Agência Brasil

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terça-feira, 12 de março de 2013

Arcam elabora programação para o Dia Mundial do Rim


14 de março é considerado o Dia Mundial do Rim. Para despertar na sociedade a necessidade de prevenção da doença renal, a Associação dos Renais Crônicos e Amigos de Mossoró e Região (Arcam) elaborou uma programação especial para a data. Quatro estandes serão montados na praça Rodolfo Fernandes (Pax), das 9h às 11h, para chamar atenção da sociedade com relação à prevenção da doença.
"Nós esperamos atingir o maior número de pessoas que passarem pelo local. Além disso, convidamos a todos que visitem os estandes para conhecer mais sobre a doença. Atualmente, quase 300 pessoas fazem hemodiálise em Mossoró. A situação delas é muito difícil, elas vão ficar presas ao tratamento até que façam um transplante. No entanto, o restante da população precisa estar alerta quanto à doença", explica Marcos Freitas, presidente da Arcam.
O tema do estande 1, montado pela Arcam, é a prevenção. No local, as pessoas terão acesso a banners e faixas, distribuição de folders informativos, realização de teste de glicose, aferição da pressão arterial, além de orientação com nutricionista. O tema do estande 2 é o tratamento. Haverá simulação de diálise; orientação de um nefrologista, enfermeira e paciente; e depoimento de pacientes em hemodiálise e seus familiares.
O tema do estande 3 é o transplante. Lá, haverá orientação e encaminhamento para os transplantes de órgãos, lançamento da campanha permanente de doação de órgãos, informações sobre a captação de órgãos e tecidos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), depoimentos de transplantados e orientação de psicólogo. O tema do estande 4 é um manifesto.
"Vamos colher assinaturas para um manifesto que será entregue à presidenta Dilma Rousseff pela Comissão Nacional em Defesa dos Pacientes Renais. Também será enviado à governadora Rosalba Ciarlini e à prefeita Cláudia Regina", destaca Marcos Freitas.
O manifesto solicita o fim imediato das mortes dos pacientes renais por falta de vagas em clínicas em diálise, política nacional de prevenção da doença, acesso ao transplante renal em todo o Brasil, transporte digno dos pacientes que necessitam ir às clínicas de diálise e para os interessados em realizar transplante renal, política clara de aposentadoria para os pacientes em diálise e transplantados e participação de um representante dos usuários (renal crônico) em todas as Câmaras Técnicas do Ministério da Saúde nos Estados e Municípios.
A programação da Arcam foi elaborada em parceria com a Clínica de Hemodiálise de Mossoró, Hospital do Rim, Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) e HRTM.
fonte: O Mossoroense

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ANS relança guia sobre planos de saúde e amplia atendimento pelo Disque ANS


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou ontem (11) o relançamento do Guia Prático sobre Planos de Saúde e a ampliação quantitativa de atendimentos pelo Disque ANS. Agora, o canal de atendimento pode receber o dobro de ligações de beneficiários de planos de saúde, passando de 45 para 90. A agência também anunciou a criação de mais 19 postos de atendimento, para atender de forma simultânea até 68 usuários que buscam informações ou fazem reclamações.
Guia Prático Sobre Planos de Saúde auxilia na contratação de um plano de saúde e alerta sobre a importância do consumidor estar ciente sobre a rede credenciada de profissionais, laboratórios, clínicas, hospitais e valores. O guia pode ser encontrado em eventos organizados pelos Procons, nos núcleos da ANS e pelo site da agência.  
fonte: Agência Brasil

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Desoneração da cesta básica levará duas semanas para ser integralmente repassada ao consumidor


A redução a zero de tributos federais para produtos da cesta básica levará duas semanas para ser totalmente repassada ao consumidor, disse ontem (11) o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Yamada. De acordo com ele, é o tempo de que o comércio precisará para receber os produtos mais baratos das indústrias e recalcular os preços finais.
No entanto, alguns preços cairão imediatamente, antes de a desoneração ser integralmente repassada ao consumidor. Segundo o presidente da Abras, os preços das carnes e dos produtos de limpeza estarão 6% mais baixos a partir de hoje (12). Para os demais produtos da cesta básica, a redução totalizará 3%.
O presidente da Abras apresentou os cálculos depois de se reunir por uma hora e meia com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O encontro também teve a participação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e representantes de grandes redes de supermercados.
De acordo com Mantega, que falou com jornalistas depois do encontro, a desoneração da cesta básica deverá fazer a inflação cair entre 0,2 e 0,6 ponto percentual. Ele disse que o governo está interessado em que a população sinta os benefícios da medida o mais rápido possível.
“É importante que a medida chegue às prateleiras para beneficiar população. A desoneração da cesta básica beneficia principalmente a população de menor renda, que gasta uma parcela da renda maior em alimentos”, disse.
Para o ministro, além de ajudar no combate à inflação, a redução de impostos para a cesta básica estimula o consumo. “Cada vez mais, o governo está liberando recursos para que o consumidor possa ter mais opções. Ele terá mais recursos para comprar outros produtos, como produtos alimentares que não façam parte da cesta básica e até bens duráveis”, disse.
fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 11 de março de 2013

"A governadora age para os ricos", declara a vereadora Amanda Gurgel


O Mossoroense: A senhora já parou para pensar que se tornou a vereadora mais votada da história do Rio Grande do Norte?
Amanda Gurgel: Sempre me pego pensando nisso. E vejo com muito orgulho esse posto. Foram quase trinta e três mil votos de trabalhadores, jovens e mulheres que se indignaram e deram um basta na velha política. Mais do que votos, o que está em jogo são os sonhos das pessoas. Sei da responsabilidade que tenho agora e tenho procurado fazer valer cada minuto lá dentro, brigando pela educação, pela saúde, pelos direitos dos trabalhadores e das mulheres.
OM: Como o PSTU tem analisado esse seu desempenho histórico?
AG: O partido foi fundamental na vitória e tem acompanhado e contribuído neste início de mandato. Aqui, em Natal, e em Belém, onde também estamos na Câmara, com Cleber Rabelo, um operário da construção civil. Queremos usar esses dois mandatos para mostrar que o papel de uma trabalhadora e um trabalhador na Câmara é o de denunciar o que acontece e apoiar as lutas dos trabalhadores. Sabemos que aquilo lá não é a Casa do Povo, pois tanto a Câmara quanto o Congresso Nacional são controlados por uma maioria formada por representantes das empresas, que não estão ali para defender a população.

OM: Qual o peso da sua exposição nacional por conta do discurso do "cuscuz alegado" para esse desempenho?
AG: O vídeo teve muito impacto. Foi um desabafo. Mas o fato de ter sido na Assembleia Legislativa, diante da secretária de Educação e dos deputados, talvez tenha dado mais visibilidade. Não é todo dia que uma de nós levanta a cabeça e enfrenta os poderosos. Acho que o vídeo ganhou grande repercussão porque as pessoas se sentiram representadas pelo o que eu falei. E contribuiu, sim, para a votação, mas não foi o determinante. Acho que o que fez com que tivesse tantos votos foi o cansaço das pessoas com essa situação, com o caos do governo Micarla e com esses políticos que não nos representam. É como se dissessem: Chega. Vamos colocar alguém como a gente, que possa ser nossa voz lá dentro.

OM: Essa sua conquista serve para tornar o PSTU um partido mais forte no Estado?
AG: Com certeza. Meu partido, o PSTU, se fortalece nas lutas cotidianas dos trabalhadores, dos jovens e das mulheres. E ter um mandato é um apoio a mais na mobilização da população em defesa dos seus direitos, como saúde, educação, transporte, salário. Iremos usar o mandato não só para propor projetos de interesse dos trabalhadores, mas também para mostrar a eles que as verdadeiras mudanças de nossas vidas não vão passar pela Câmara. E queremos que as pessoas saibam que precisamos ter um partido forte, um partido que não tem manchas em sua bandeira, um partido que não tem nada a ver com os que estão por aí. A cada dia mais pessoas têm se filiado ao partido, têm atuado conosco, e isso nos enche de orgulho, porque a mudança não virá de uma só pessoa, de uma salvadora da pátria.

OM: A senhora pensa em disputar as eleições de 2014? Seria um cargo majoritário ou proporcional?
AG: Não estamos discutindo isso no momento, apesar dos pedidos para que me candidate. Mas, agora, estamos muito preocupados em fazer um bom mandato, à altura das expectativas das pessoas, que são muitas. E colocá-lo à disposição das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras. Queremos desempenhar bem essa tarefa de mobilizar as pessoas para mudarem as próprias vidas.

OM: Como a senhora avalia o governo Rosalba Ciarlini?
AG: Infelizmente, a governadora Rosalba vai seguindo o mesmo caminho da ex-prefeita do Natal, Micarla. O descaso com os serviços públicos é um escândalo, mesmo com o Estado batendo recorde atrás de recorde de arrecadação do ICMS. A saúde estadual, por exemplo, está um caos, é só ver o Hospital Walfredo Gurgel, com as pessoas morrendo por falta de atendimento. A governadora age para os ricos, como no caso da entrega do Hospital da Mulher, em Mossoró, para ser administrado por uma empresa privada, e ainda por cima envolvida em corrupção. O RN é hoje o 2º Estado com mais desigualdade social em todo o País, além do DF. É por isso que 74% dos natalenses reprovam esse governo e já há protestos nas ruas pedindo o "Fora Rosalba".

OM: Na sua opinião, há avanços no campo da educação como o governo apregoa com o argumento de que reajustou em mais de 70% as remunerações dos professores?
AG: Acho que ainda estamos muito, mas muito distantes da valorização profissional. A Lei do Piso, que brigamos para que fosse cumprida, parece que é entendida pelos governos de outra maneira. O piso é o mínimo, o básico, abaixo disso é o absurdo do absurdo. Mas os governos tomam o mínimo como se fosse o teto. Ou seja, tentam passar a ideia de que pagando o piso, os professores estão valorizados. E não é assim.
Isso sem falar de uma série de outros aspectos, como a condição das escolas, a falta de professores em diversas disciplinas… Eu acho que o caos continua. A situação das escolas é muito diferente daquela que o Governo do Estado mostra na sua propaganda na TV. Qualquer professor se sente mal ao assistir àquele comercial.

OM: Indo para o mandato, o que podemos esperar de Amanda Gurgel atuando como vereadora em Natal?
AG: O povo se decepcionou muitas vezes. Muitos me dizem: "continue sendo quem você é". E eu digo que sou vereadora para mudar, e não para ser mudada. Por isso, vou continuar recebendo o mesmo salário de antes. Não vou mudar meu padrão de vida. Vou continuar sendo o que eu sou hoje, uma professora, uma trabalhadora, e que não consegue ficar calada diante do que está errado. Nosso mandato será isso, muita luta, muita denúncia daquilo que estiver errado. 
Mas também queremos envolver a população, a juventude, as mulheres na luta política por suas reivindicações e na elaboração de projetos. Recentemente, realizamos um seminário sobre educação pública com a comunidade escolar, de onde saíram várias propostas que se transformaram em lutas e projetos de lei.

OM: Além da educação, em que outras áreas a senhora pretende atuar?
AG: A identificação de nosso mandato com a educação é inevitável, já que sou professora. E nós queremos isso, queremos que as pessoas reconheçam o mandato como um ponto de apoio na luta por uma educação pública de qualidade. Mas não vamos só atuar na educação. Nosso mandato já está bastante ativo em outras áreas também. Agora estamos muito envolvidos na luta pelo transporte público. Em agosto do ano passado, a empresa Riograndense faliu e a população do bairro Lagoa Azul, na Zona Norte de Natal, ficou completamente desassistida. A situação ficou ainda pior depois que a Secretaria de Mobilidade Urbana fundiu duas linhas. As pessoas estão há meses sem transporte e nada é feito pela Prefeitura para resolver o problema. As comunidades afetadas reivindicam o retorno imediato das linhas e nosso mandato está dando total apoio a essa luta e defendendo que o governo assuma estas linhas, garanta o direito das pessoas.
Estou fazendo parte da Comissão de Educação, Desportos e Cultura e da Comissão de Direitos Humanos, Trabalho e Minorias. Uma prioridade para mim é a defesa das mulheres. As mulheres estão cansadas de tanta violência, do machismo. Todos os dias vemos casos de mulheres agredidas ou mortas por homens, muitas vezes por ciúmes. Se formos analisar, vamos ver que a agressão nunca acontece do nada. Sempre começa com ameaças, com brigas, há sempre um histórico de opressão. Muitas denunciam, antes do pior, mas o Estado não oferece condições para que ela possa ficar livre do agressor. 
Meu mandato será um mandato das mulheres, defendendo casas-abrigo, políticas de proteção e emprego para as mulheres trabalhadoras. Agora mesmo, no dia 6 de março, faremos uma audiência pública na Câmara, com os movimentos de mulheres, para discutir a situação da violência em Natal, que se repete em todo o Estado. Mesmo governado por uma mulher…

OM: O que a senhora espera do governo de Carlos Eduardo?
AG: O prefeito assumiu prometendo "salvar a cidade". É até possível que consiga tirar o lixo da rua e tapar buracos. Vai ser difícil governar pior do que Micarla. Mas o caos de hoje não serve como comparação. Não dá pra ficar olhando o tempo todo para o passado. E, se for assim, Carlos Eduardo já foi prefeito. Basta lembrar os reajustes de passagem e os gastos na Educação, abaixo da lei, para ver o que nos espera. O prefeito faz parte das oligarquias que governaram Natal. Micarla foi sua vice! Ele também é responsável pelo caos de hoje. 
Nós, do PSTU, somos oposição. Vamos cobrar muito desse governo. E já estamos cobrando. Nesta semana a secretária de Educação vai até a Câmara, por um pedido meu, aprovado em Plenário, dar esclarecimentos sobre a situação dos trabalhadores terceirizados. São mais de 300 trabalhadores, a maioria mulheres, que estão sendo demitidas, depois de ficarem quatro meses sem salário.
Na mensagem anual na Câmara, o prefeito chamou os vereadores a fazerem um pacto para reconstruir Natal. Mas reconstruir para quem? A Copa do Mundo é um exemplo. O que vai ficar para Natal? O que vai mudar realmente na vida das pessoas, além das dívidas assumidas e de um lindo estádio? Queremos reconstruir a cidade sim, mas o governo tem de ser para os trabalhadores. Vamos chamar os trabalhadores e jovens a não aceitar nenhum direito a menos, não aceitar aumento na passagem de ônibus e a exigir a saúde e a educação públicas funcionando, com qualidade e bons salários para os servidores.

OM: O eleitorado do Rio Grande do Norte tem optado por candidatos de perfil conservador. Na sua opinião, por que é tão difícil se construir uma alternativa de esquerda no Estado?
AG: Acho que, de um lado, por causa do peso das oligarquias. Esses caciques e velhos políticos ajudam a manter uma prática política ultrapassada, com compra de votos, favores. E isso não acaba da noite para o dia. Mas está mudando. Na eleição, fiquei muito feliz de ver como a consciência das pessoas tem avançado. Muitas pessoas vinham me dizer que iam votar em mim e que, pela primeira vez, estavam votando sem ganhar nada em troca. Isso é uma semente que não tem volta.
Infelizmente, o PT tem aberto mão de ser essa alternativa estadual. Basta ver a eleição no Congresso Nacional, onde o apoio deste partido foi decisivo para a eleição de Henrique Eduardo Alves como presidente da Câmara e de Renan Calheiros no Congresso.

OM: O PSTU deve seguir com a parceria com o PSOL nas eleições do próximo ano?
AM: Ainda não discutimos e acredito que nem o PSOL tenha conseguido parar para pensar nisso. Estamos todos muito envolvidos com os mandatos e as lutas que estão ocorrendo. Mas, nacionalmente, o nosso partido só se alia com partidos formados por trabalhadores, como o PSOL e o PCB. Esse arco de alianças não irá mudar. Não iremos abrir mão dessa independência, para poder ter mais chances eleitorais. Do mesmo jeito que não aceitamos doações de empresas.

fonte: O Mossoroense

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